Gerador de palavras-passe
Palavras-passe fortes, frases-passe fáceis de memorizar e aquilo de que todos os outros se esquecem — a soletração fonética, para ditar a palavra-passe ao telefone sem dizer «o L pequeno, não, o outro».
Prima Espaço para gerar
Uma palavra-passe que dá mesmo para usar
A maioria dos geradores entrega dezasseis caracteres de ruído e considera o trabalho feito. Depois é preciso escrever aquilo no teclado de uma televisão, ditá-lo a um colega ao telefone ou copiá-lo de um autocolante para as definições do router — e descobre-se que a palavra-passe recebida tem um «l» minúsculo, um «I» maiúsculo e o algarismo «1» lado a lado. Era forte. E era inutilizável.
Este gerador trata a legibilidade como parte dos requisitos e não como um extra simpático. Os caracteres parecidos entre si estão excluídos por predefinição, por isso nada do que produz contém os clássicos pares de confusão. Cada palavra-passe vem com a soletração fonética no alfabeto da NATO, o que transforma a chamada telefónica de «o L pequeno, não, o outro» em «Lima, Alfa, sete». E o indicador de segurança mostra a entropia em bits e uma estimativa do tempo de um ataque offline, para que veja exatamente o que recebeu.
Quatro tipos de segredo
Forte. Caracteres aleatórios de um alfabeto misto. É a escolha certa para tudo o que fica guardado num gestor de palavras-passe e nunca é escrito à mão. A única alavanca que aqui conta é o comprimento.
Frase-passe memorável. Várias palavras sem relação entre si, encostadas umas às outras. Quatro palavras aleatórias tiradas de uma lista grande são mais difíceis de quebrar do que uma única palavra desfigurada com um símbolo do dólar, e ainda cabem na cabeça. É o modo para as poucas palavras-passe que tem de saber de memória, sem ajuda: a entrada no dispositivo e o próprio gestor de palavras-passe.
PIN. Só algarismos, para códigos de porta, cartões SIM e cofres. É curto por natureza, por isso a proteção não vem do comprimento, mas do bloqueio depois de algumas tentativas erradas.
Soletrável. Construída a partir de sílabas em que consoantes e vogais alternam, o que torna o resultado pronunciável e, por isso mesmo, ditável. Use-a quando a palavra-passe tem de passar por um ser humano.
O que significam os bits
A entropia em bits mede quantas tentativas um atacante precisa de fazer, e a escala é exponencial: cada bit adicional duplica o trabalho. Abaixo de 50 bits, um atacante bem equipado com resumos criptográficos roubados chega ao fim num dia. Perto dos 70 bits, o mesmo ataque leva anos. Passados os 90 bits, o número deixa de ser um problema prático e o ponto fraco muda de sítio — passa a ser a reutilização da palavra-passe, o phishing ou o serviço que guarda mal as palavras-passe.
E vale a pena dizê-lo sem rodeios: o comprimento é a única alavanca com efeito real. Acrescentar quatro caracteres faz-lhe mais bem do que qualquer arranjo de símbolos, e o conselho clássico de misturar maiúsculas e pontuação produziu sobretudo palavras-passe incómodas para as pessoas e pouco mais difíceis para as máquinas.
Nada sai do seu navegador
A palavra-passe é criada no seu dispositivo com crypto.getRandomValues(). Ao carregar no botão
não há qualquer pedido ao servidor, não há registo e não há conta. Pode confirmá-lo por si: abra o separador de
rede do navegador e gere — não é enviado nada. É precisamente esta propriedade que justifica preferir um
gerador local a um que cria o seu segredo num sítio que não consegue ver.
Perguntas frequentes
A palavra-passe é enviada para algum sítio?
Não. É criada no seu navegador com crypto.getRandomValues() e nunca é transmitida. Abra o separador de rede e carregue no botão — não há nenhum pedido. Não temos sistema de contas nem registos.
Que comprimento deve ter uma palavra-passe?
Dezasseis caracteres aleatórios para tudo o que fique num gestor de palavras-passe, e quatro ou mais palavras aleatórias para as poucas que tem de saber de cabeça. O comprimento é a única alavanca com efeito real: acrescentar caracteres ajuda mais do que acrescentar pontuação.
As frases com palavras são realmente tão fortes como caracteres aleatórios?
Quatro palavras sem relação entre si, tiradas de uma lista grande, valem mais do que uma palavra desfigurada com um símbolo, e ainda por cima consegue memorizá-las. O importante é que sejam escolhidas pelo acaso: uma frase inventada por si é bastante mais fraca do que parece.
Porque é que faltam algumas letras e algarismos?
O «l» minúsculo, o «I» maiúsculo, o algarismo «1», o «O» maiúsculo e o algarismo «0» estão excluídos porque as pessoas confundem-nos a ler e a escrever. Perder cinco caracteres custa uma fração de bit de entropia e poupa uma chamada para o apoio ao cliente.
Para que serve a soletração fonética?
Para ditar a palavra-passe em voz alta. Cada caractere é lido com uma palavra do alfabeto da NATO, e assim «Lima, Alfa, sete» substitui «o L pequeno, depois A, depois sete — não, o pequeno».
Como é calculado o tempo de quebra?
A partir da entropia, ou seja, do tamanho do alfabeto e do comprimento, assumindo um ataque offline a resumos criptográficos roubados às velocidades atuais das placas gráficas de consumo. É uma ordem de grandeza e não uma promessa, e nada diz sobre phishing ou sobre um serviço que guarde a sua palavra-passe em texto simples.